RESENHA – Galveston

edb96a55-bf08-489c-b2bb-c6d0583bcc93Titulo: Galveston
Autora: Nic Pizzolatto
Editora: Intrínseca
Número de Páginas: 235
Autor da Resenha: Ayrton de Oliveira
Sinopse: No mesmo dia em que é diagnosticado com uma doença terminal, Roy Cady pressente que o chefe, um agiota e dono de bar que é o mandachuva em Nova Orleans, quer vê-lo morto. Conhecido entre os membros da gangue pelo nada afetuoso apelido de Big Country, por causa do cabelo comprido e das botas de caubói, Roy desconfia de que o serviço de rotina para o qual foi enviado possa ser uma emboscada. E de fato é. Mas consegue inverter os papéis e, após um banho de sangue, escapa ileso.

Galveston foi publicado em 2015 pela editora intrínseca e é um dos meus livros favoritos pois quem escreveu foi Nic Pizzolatto, um cara que eu admiro muito o trabalho. Apesar de o tema já ter sido explorado em outros livros, assim como em outras mídias, a ambientação desse livro e o modo como Pizzolatto consegue passar as emoções nessas linhas.

Roy Cady é um cara mal, um matador de aluguel que descobre estar com câncer, como se não bastasse seu chefe armou para que ele fosse morto. No meio do tiroteio Roy imaginava ser o único ainda vivo então se depara com Rocky, uma prostituta iniciante que estava no local. Sem o que fazer, Roy sai em fuga com Rocky ao seu lado para Galveston. Essa é a premissa do livro.

Processed with VSCO with hb2 presetNic Pizzolatto é amado pelos fãs de True Detective, não é por acaso que a intrínseca colocou um selo gigante na capa, além disso não é a primeira vez que a editora se mostra fã da série já que foram eles que também publicaram O Rei Amarelo no Brasil depois da primeira temporada da série.

Nic consegue trazer nesse romance policial uma narrativa que se divide em duas partes paralelas, hora no passado e hora no futuro mostrando o que os acontecimentos do livro causaram. Isso me fez ficar ainda mais interessado pois demorei um pouco para perceber essa mudança e então fiquei em dúvidas sobre qual parte eu gostaria mais de ler, resumindo, li o livro em menos tempo que eu esperava ler.

Com apenas 235, Pizzolatto retrata tão bem essa “road trip de um anti-herói americano” quanto no filme “Wild at Heart” de David Lynch e “Badlands” de Terrence Malick, esse segundo é qual o livro mais me fez lembrar, um adulto fora da lei e uma jovem bonita seguindo a estrada. Indico cada um desses filmes, são ótimos.

Claro que para os fãs de True Detective o livro é um prato cheio pois traz um ambiente bastante similar o da série, porém para os que não conhecem o trabalho de Nic Pizzolatto essa é uma ótima oportunidade de conhecer esse fantástico roteirista e escritor.

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